Diário de Guadalupe – II

Então atravessei Guadalupe e redesenhei o que seria razoável redesenhar. Resistindo ao impulso anal revisionista, só achando soluções melhores para algumas coisas. Em geral, coisas pequenas, um quadro por página. Nesse caso abaixo, fiz a página inteira de novo e foi bom, me fez acreditar que esses dois, quase três anos entre quando desenhei e agora fizeram diferença.

A página original tinha boas  intenções, o coração no lugar certo, como dizem os americanos, mas a realização, a atuação dos personagens, a estilização.. tudo deixava a desejar. Talvez eu possa dizer o mesmo da página nova em alguns anos, mas hoje, pelo menos, ela me parece mais equalizada e mais orgânica, mais viva.

Agora, passando tinta nas páginas finais. Foi interessante porque fui fazendo essas revisões de forma desordenada pelo livro, meio guardando as páginas finais como sobremesa. Em quadrinhos, como em cinema, se trabalha muito fora de ordem, por eficiência e também para homogeneizar (é isso, produção?) o estilo, tentar criar um look que não evolua obviamente ao longo de 100 páginas. Mas quando você consegue avançar em ordem, você  tem uma relação mais emocional com a trama. Então, vejo que vai ser lindo o dia em que finalizar o último quadro da última página. O sujeito sempre reprime um chuif nessa hora.

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