Aventura, a grande narrativa

Uma outra versão de mim, com mais tempo (e uma personalidade mais organizada), gostaria de escrever longamente aqui sobre o chamado da aventura. A versão disponível hoje anota uns pensamentos, rapidamente. Adventure is calling, dizia uma chamada dia desses do grande Rafael Albuquerque. É um sentimento maravilhoso.

Escrever uma história é um processo mais complexo do que sentar e escrever. Uma história também é feita  das suas leituras, do que acontece com você nesses dias, de uma teia de conexões que nem sempre estão claras para você. Nesses dias, está muito claro  para mim, aventura é tudo o que tenho pensado e é o que me salta de cada estante. Estou lendo um livro de Ledo Ivo chamado A ética da aventura, onde ele defende muito amorosamente seus heróis de infância, como Sandokan de Salgari. Que li, junto com Winnetou de Karl May e outros. Comprei no sebo semana passada, Deuses e heróis, um tomo e tanto de lendas gregas (os super heróis do passado) e a Misteriosa Chama da Rainha Joana, de Eco, que também defende e canta suas leituras juvenis.

“Confie nas suas obsessões” é um dos grandes conselhos de Neil Gaiman.

Tudo isso para dizer que estou desenhando um gibi (escrevi sem pensar, acho que é gibi mesmo, assumi) por enquanto intitulado Strange Alien Love (ou Young Alien Love, estou na dúvida) onde todas essas coisas estão se chocando e criando coisas estranhas. E está sendo ótimo.

Meu outro eu, esse que queria escrever longamente, está pensando na aventura como a narrativa primordial, em como a ação traz seus próprios conteúdos ou como eles vêm para a história mais livremente, sem censura. Érico (Assis) esteve aqui o outro dia e me disse que o Supergods do Morrisson fala um pouco sobre isso – os super-heróis como avatares narrativos muito amplos. Eu tenho usado avatares de todo tipo – Julio Verne, Houdini, Speed Racer…fiz uma história o outro dia onde o personagem se chamava Super Male Fantasy Boy, praticamente um avatar puro.  Tem o Diego Gerlach, que fez uma história fabulosa do Fantasma. Isso tudo me interessa e eu teria mais a dizer, mas o eu que está disponível e no comando quer mesmo é sentar e trabalhar. Adventure is indeed calling.

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