Coisas que eu já pensei que era

Não significa que eu saiba exatamente quem sou agora ou o que é meu trabalho, mas eu já soube menos.

Noutro post eu falei das 200 páginas ruins. Mas como o próprio Dave Sim diz, elas não são necessariamente ruins.  Elas são parte do seu processo de construção. Algumas vão ser até boas. Mas podem ir para uma direção que depois vocês descobre não ser a sua, podem sofrer com a ingenuidade do texto do artista-enquanto-jovem, envelhecer mal ou simplesmente serem superadas pela sua evolução técnica.

Não penso em algum dia juntar minhas histórias iniciais em um livro ou assemelhado. Praticamente tudo que descrevi acima aconteceu com essas primeiras páginas. Mas alguma são boas.

Por nenhum motivo em particular, abri hoje os arquivos da cripta e fotografei algumas coisas que não devem ter uma vida mais ambiciosa do que esse post.

Uma das 4 páginas de uma história publicada na Mosh.  Mais um videoclip na verdade, para Diving, do Style Council. Digamos uns 6 ou 7 anos atrás.

Outro clip, esse de Utte Lemper cantando alguma coisa fabulosa que me escapa agora. Mesmo período do anterior. A figura de Utte aqui acabou gerando a Old Muse, que rendeu umas histórias para a Mosh.

Heitor teve toda uma vida. Começou (há uns… 10 ou 12 anos atrás, talvez) como um personagem humanóide, sofrendo com o trabalho e a vida em geral e virou um gato depois, igualmente neurótico e sofredor. Chegou a sair numa revista no sul por um tempo e ser visto com simpatia, mas os sofrimentos do jovem gatinho foram (felizmente) superados pelo seu criador e ele respousa no céu ou limbo dos personagens abandonados.

Esse me faz rir até hoje e  não porque seja engraçado. Inspetor Mullet era um detetive que resolvia casos nos sonhos das pessoas e não podia ser mais derivativo de Sandman do que era. Tsc, tsc.

Mas me apliquei e fiz umas três histórias inteiras dele. É aquela coisa – você não está lá ainda, mas não sabe.

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A vergonha me impediu de cavar mais fundo na caixa e seus sedimentos históricos.

Parei antes de lembrar de mim como jovem cromagnum.

 

 

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