Aprendendo a aprender

Descrever o processo de aprender a desenhar é quase impossível.  Ou pelo menos em um espaço razoável. Livros foram escritos sobre isso.

Mas meu breve ponto aqui, para quem se interessa por esse tipo de coisas,  é – além de lembrar que você nunca termina de aprender, sempre insisto em que não se pode esquecer que é preciso aprender. Que a não ser que você desenhe sempre as mesmas coisas, cada desenho traz um desafio. E que por isso é importante aprender a aprender. Ou aprender a se ensinar e rápido. Nesse caso, eu tinha que fazer uma ilustração com um graxaim, animal que não sabia que existia. Meu processo é, com meia dúzia de fotos googladas, eu aprendo a desenhar o que é necessário. Depois eu desenho, longe das fotos. Parece óbvio. Mas acontece de tentarmos aprender enquanto desenhamos (o que torna o desenho inseguro ou mecânico) ou tentar desenhar sem aprender ( o que nos dá uma síntese pobre e insegura). Com o tempo, você consegue se ensinar e fazer o salto de um para o outro mais rápido.

Um amigo que teve um mestre oriental de pintura descreveu o longo processo que teve de aprendizado – primeiro você aprende a desenhar uma folha. Depois um galho. Depois a árvore. Aí você vai lá, esquece tudo e desenha a árvore.

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